Caixa reduz juros do crédito imobiliário atrelado à poupança

A Caixa, maior financiador da casa própria no país, com 67,1% de participação no mercado, segundo balanço divulgado pela instituição bancária, reduziu de 3,35% para 2,95% ao ano a taxa de juros para o crédito imobiliário na modalidade SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Já o prazo de pagamento é de até 35 anos. Outra boa notícia para quem deseja comprar um imóvel é que ainda haverá a opção de carência de seis meses para começar a pagar a parcela de juros e amortização.

Neste caso, vale lembrar que o valor acumulado no período de pausa será somado ao saldo devedor.

As novas medidas passarão a valer a partir de 18 de outubro.

As novidades foram bem recebidas pelo mercado imobiliário, setor que vem enfrentando dificuldades como o alto valor dos insumos e até a falta de alguns materiais de construção. Luiz França, presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), comenta que a decisão da Caixa ajudará no enfrentamento do déficit habitacional brasileiro, estimado em 7,8 milhões de residências, e tornará o mercado imobiliário mais acessível à população. “Essa medida torna mais forte um setor que mexe com 97 atividades econômicas e foi realizada sem comprometer a rentabilidade da Caixa, que hoje é equivalente à de bancos privados”, afirma França.

Para Marcelo Fróes, diretor da loteadora Pró-Lotes, empresa que constrói empreendimentos de terrenos com infraestrutura de lazer e segurança no estado do Rio de Janeiro, a redução na taxa de juros da linha SBPE vai beneficiar tanto o cliente que procura um imóvel para comprar quanto o investidor. “A redução de juros é bem-vinda e também percebemos um aumento significativo de famílias optando pelo financiamento na compra dos lotes para construírem a moradia”, conta Fróes.

A advogada e especialista em financiamento imobiliário Daniele Akamine, da Akamines Advogados, recomenda que o cliente faça as contas antes de fechar negócio. De acordo com ela, mesmo com a redução anunciada pelo banco, a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) em alta pode afetar o valor das prestações mensais, principalmente dos financiamentos atrelados à poupança. “Utilizando como base um financiamento de R$ 500 mil a ser pago em 30 anos (360 meses), com juros de 2,95% ao ano, mais o rendimento da poupança, a primeira prestação (com a Selic a 6,25% a.a.) pode chegar a R$ 4.491, com valor final do financiamento em mais de R$ 1 milhão”, observa Daniele.

Fonte: TERRA

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