Maceió tem o preço de imóveis residenciais mais alto do país em janeiro de 2021

O preço médio de venda dos imóveis residenciais começou o ano de 2021 com alta de 0,35% em janeiro, depois de avançar 0,46% em dezembro do ano passado, de acordo com o Índice FipeZap. O indicador monitora os anúncios imobiliários on-line em 50 cidades brasileiras e mostra que Maceió avançou, além da media nacional.

A variação mensal do índice ficou acima do comportamento esperado do IPCA para o mês, de 0,30%, de acordo com a estimativa publicada no último Boletim Focus, do Banco Central. Caso a projeção para os preços ao consumidor seja confirmada, o valor médio de venda de imóveis residenciais iniciará o ano com tímida alta de 0,05% em termos reais, ou seja, descontando a inflação.

O desempenho positivo do preço médio de venda foi impulsionado pelas altas observadas nas seguintes capitais: Maceió (+1,82%), Manaus (+1,43%), Curitiba (+1,15%), Vitória (+0,90%), Florianópolis (+0,88%), Goiânia (+0,74%), João Pessoa (+0,72%), Brasília (+0,69%), Porto Alegre (+0,62%) e São Paulo (+0,46%).

Os preços de imóveis para moradia no Rio de Janeiro fecharam o mês de janeiro deste ano em alta de 0,26%.

Na contramão, apenas Belo Horizonte (-0,53%), Campo Grande (-0,13%) e Fortaleza (-0,13%) apresentaram recuo no valor médio de venda.

Nos últimos 12 meses, o Índice FipeZap acumula alta nominal de 3,87%, ante variação de 4,61% projetada para o IPCA no mesmo intervalo temporal. Nesta comparação, a estimativa é que o preço médio de venda dos imóveis residenciais termine o período com queda real de 0,70%.

O valor médio do metro quadrado de imóveis comerciais colocados à venda em janeiro foi de R$ 7.524. Entre as capitais avaliadas pelo índice, o Rio de Janeiro registrou o preço de venda mais caro no último mês (R$ 9.470/m²). Na sequência, aparece São Paulo (R$ 9.366/m²), seguido de Brasília (R$ 8.099/m²).

As capitais que apresentaram o preço mais baixo em janeiro foram Campo Grande (R$ 4.306/m²), Goiânia (R$ 4.531/m²) e João Pessoa (R$ 4.544/m²).
Fonte: Valor Econômico